24/04/2026
Diante da falta de respostas do CREA SP, as/os trabalhadoras/es do Conselho declararam Estado de Greve para buscar atendimento a diversas bandeiras de luta. Uma delas é o aumento real. Veja porquê:
O conjunto de trabalhadores do Conselho não tem aumento real nos seus salários há 15 anos. Até 2010 houve negociação coletiva com o Sindicato e todos os funcionários, igualmente, recebiam o índice de reajuste composto por reposição da inflação e aumento real. A partir de 2011 o CREA SP se curvou às determinações do Tribunal de Contas da União e não negociou mais Acordo Coletivo. O Sindicato foi obrigado a recorrer a dissídio coletivo, que só concede a reposição da inflação, sem aumento real.
O Plano de Cargos, Salários e Carreiras implantado unilateralmente em 2023 contemplou alguns funcionários com aumento real mas, como nem todos aderiram ao PCSC pelas exigências feitas, os aumentos foram pontuais e resultaram em mais desigualdade e frustração.
Estudo do DIEESE demonstra que o CREA emprega apenas 24,1% da sua arrecadação em gastos com pessoal. A luta é por um reajuste de pelo menos 9,08% (composto por estimados 3,89% de inflação, medida pelo INPC + 5% de aumento real).
Esse reajuste acrescentaria 2,19% aos gastos já realizados hoje com remuneração de pessoal, incluindo os salários.
As Mesas Permanentes de Negociação em que essa reivindicação foi negociada resultaram em que o CREA SP dissesse NÃO ao pleito, sem explicar porquê. Aqui, ao contrário, fica muito claro o porquê do nosso pleito.
A mobilização é urgente. O Estado de Greve é um chamado à unidade para garantir direitos históricos que dependem, agora, apenas de vontade política.
| A data-base de 1º de maio ainda não foi confirmada pelo CREA SP, o que pode levar a medidas jurídicas para manter essa garantia. |

